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Do nosso caderno

4 de setembro de 2013
Tempo de leitura: 1 minutos

Doutores da Alegria

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Entre os anos de 2006 e 2007 Beatriz Sayad foi convidada pela organização Doutores da Alegria a pesquisar a linguagem do palhaço no hospital. Para isso, ela deveria visitar as duplas de palhaços que percorriam os hospitais de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Recife durante aqueles anos.

Beatriz Sayad é atriz, diretora e palhaça. Atuou nos Doutores da Alegria durante mais de 10 anos,
como palhaça e como coordenadora artística.

Naquela época – e ainda hoje – cada hospital parceiro recebe a visita de uma dupla de palhaços duas vezes por semana. 

– A natureza do palhaço, diferente da do médico, faz com que o seu sucesso não seja, necessariamente, realizar o seu objetivo inicial. Muitas vezes, reside, justamente, em não alcançar esse objetivo. Assim, por vezes, a dupla não consegue chegar a um consenso quanto ao diagnóstico do paciente. Outras vezes, ela não consegue sequer entrar no quarto. Ou ainda, esgota o tempo da visita tentando descobrir o nome da criança. Isso quando não acontece da dupla exagerar no café da manhã e, por um motivo de indigestão, esquecer o motivo pelo qual está portando o jaleco e se entregar ao seu verdadeiro objetivo naquela dia, que é resolver a situação matrimonial sua, ou a de seu parceiro. 

Além de acompanhar as visitas aos hospitais, Beatriz também conversou muito cada artista e leu os relatórios que escreveram. Um trabalho intenso de pesquisa, reflexão, escrita. Em 2008, o resultado do trabalho compôs o livro Boca Larga nº 4, que hoje é vendido na Loja dos Doutores da Alegria.

Escrever sobre o que acontece nas visitas veio da necessidade de transformar a essa experiência em conhecimento. O Boca Larga traz diálogos, encontros, visitas, e fala de descobertas, de conquistas, de adversidades. Um prato cheio pra quem quer conhecer melhor o trabalho que é feito há quase 22 anos pelos Doutores da Alegria, ou, como bem diz Beatriz:

– (…) um trabalho que pode ser definido como “visita de palhaços a crianças hospitalizadas”, mas que é, ao mesmo tempo, infinitamente mais complexo, múltiplo e resistente a essa ou a qualquer outra definição.



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Maravilhoso! É nítido que através de um trabalho sério é possível se estruturar a arte do palhaço que tem por característica principal a não estrutura.

Sergio Ferraz
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Sergio Ferraz
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Parabéns!!!!!!!!!! quero muito fazer parte dessa alegria e trabalhar com amor e dedicação na minha cidade Guaratinguetá SP, eu faço parte dos enfermeiros da alegria,uma turma muito bacana que doa seu tempo aos domingos para ajudar os irmãos,que estão em hospitais e como diz um comercial de um cartão”isso não tem preço” Um grande abraço desse aprendiz de Palhaço!!!!!!!!!!!!! Sergio Ferraz

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